Análise: Street Fighter – A lenda de Chun-Li

Filme

Cido Coelho
03/01/2010 15:01:00
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Quando terminei de ver Street Fighter – A Lenda de Chun-Li, perguntei a mim mesmo duas coisas: a primeira foi “Como a Capcom permite que uma porcaria dessas seja feita?” e a segunda “até quando os filmes de games serão ruins?”.

Parece que, de fato, o casamento entre games e cinema está longe de ser uma boa união, visto que apenas dois filmes sobre games agradaram até hoje: Mortal Kombat – O Filme, de 1995, e Terror em Silent Hill, de 2006. Depois do insulto que foi o primeiro filme (Street Fighter – A batalha final), todo mundo ficou com o pé atrás quando o filme e o elenco foram anunciados. E no final das contas todo mundo tinha razão.

Tal qual o primeiro filme – Com Jean Claude Van Damme e Raul Julia – o segundo filme é um show de pataquadas, atuações ruins, história confusa, enredo mal conectado e todos os erros que se pode imaginar numa película. Trocando em miúdos, o filme é horrível.

O filme começa em São Francisco, nos EUA, e para começar o carnaval, no filme a nossa heroína Chun-Li (interpretada por Kristen Kreuk, mais conhecida como a Lana da série ”Smallville”) é uma americana de ascendência chinesesa, obviamente fugindo da história do game pois Chun-Li é chinesa de natureza. Após uma explicação mal feita sobre tudo isso, o pai da moça é sequestrado por Balrog e Vega (respectivamente interpretados por Michael Clarke Duncan de “A espera de um milgare” e Taboo, vocalista da grupo Black Eyed Peas) uma dupla que mais parece os “três patetas”, porém, faltando um pateta.

Ao longo da película, nos é apresentado o policial Nash (interpretado por Chris Klein, mais conhecido pelo personagem homonimo dos filmes American Pie) que está no encalço de M.Bison (interpretado por Neil McDonough, de Star Trek e Desperate Housewifes) o lider da Shadaloo, que obviamente tem um plano caricato de dominar o mundo. Plano este que equipara-se ao plano infalível de Cebolinha para tomar o coelhinho da Mônica.
Depois do sequestro de seu pai, Lana, Chun- Li vai a procura de Gen (curiosamente interpretado por Robin Shou, o Liu Kang de Mortal Kombat) para aprender a lutar e poder derrotar as forças do mal.

É melhor parar de contar sobre o enredo do filme, porque tudo é muito ruim. Balrog, por exemplo, usa no filme inúmeras armas. Chun-Li não sabe lutar, não é policial e não é chinesa.

As atuações são simplesmente ridículas. Cido Coelho interpretaria melhor. Apenas a atuação de Kristen Kreuk salva e é ela que carrega o filme nas costas. Para não dizer que o filme é um lixo completo, destaque para algumas poucas cenas de ação é a dancinha de Chun-Li na boate.

Por fim deixo aqui registrado: senhores gringos, parem com as adpatações de Street Fighter, pelo bem da franquia.

NOTA: 2,0

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